Qual a melhor especialização a fazer depois de formada?

Q

Depois que você já está no mercado de trabalho, é muito difícil voltar para as salas de aula e voltar a estudar. Você começa a se lembrar de toda a cobrança da época da escola, no tempo que vai gastar fazendo trabalhos, na preocupação com as notas… Mas estudar não é nenhum bicho de sete cabeças! Fazer uma especialização depois de formada pode lhe transformar em uma candidata muito mais competente e segura de si!

Estudar por obrigação não é a melhor coisa do mundo e, por isso, escolher estudar mais tem que partir de você. E não pense apenas nos resultados positivos do futuro: pense também em como você vai melhorar seu trabalho hoje e em como você pode aprender muito mais! Não deixe a preguiça te vencer e comece a pensar seriamente em se preparar para ser uma profissional mais qualificada (e bem remunerada!)!

E já sabe o que deve considerar antes de escolher qual curso fazer? Strictu sensu ou latu sensu? Saiba como organizar seus interesses!

Interesse em estudar o quê?

O que você pretende estudar? Dependendo do objeto e da sua abordagem sobre ele, você deverá escolher entre um curso strictu sensu ou latu sensu. Caso você queira ganhar alguma habilidade, ou se aperfeiçoar em algo, os cursos latu sensu são as melhores opções, pois além da variedade de opções de cursos, universidades e mensalidades, eles têm um foco muito maior no seu desenvolvimento enquanto profissional no mercado de trabalho. Os strictu sensu procuram formar pesquisadores e professores universitários, que estarão mais aptos a lidarem com a pesquisa constante e a aprendizagem.

Disponibilidade de horários

Assim como na escola, as universidades também podem ser muito rígidas com seus horários e sua dedicação. No caso dos cursos strictu sensu, de mestrado e doutorado, muitas oferecem aulas durante a manhã ou tarde, o que pode acabar atrapalhando o seu trabalho. Esses horários também fazem com que os candidatos a seus cursos fiquem mais focados na carreira acadêmica em si e nos seus projetos de pesquisa.

Já os cursos latu sensu já são mais voltados ao mercado de trabalho e, além dos horários serem preferencialmente durante a noite e/ou finais de semana, também têm menor duração que os mestrados e doutorados. Dificilmente você deverá fazer grandes trabalhos em grupo ou então montarem um trabalho de final de curso, mas sim um artigo menor que possa ser publicado em alguma revista da área. Porém, ainda que os horários sejam mais flexíveis, você também terá que se programar para passar alguns dias da semana ou do final de semana para revisar a matéria e para preparar seu artigo do final do curso!

Relação com a pesquisa

Para começar, você deve ter em mente aquilo que pretende estudar. É algo muito abrangente? É uma capacidade que você quer desenvolver ou melhorar? A partir do momento em que você decide aquilo que quer levar adiante, você saberá se esta é uma pesquisa que levará mais tempo de dedicação ou não. Exemplo: eu quero saber mais sobre finanças. Pois bem, o que você quer fazer com isso que vai aprender? Melhorar seu cargo onde trabalha ou quer investigar algo sobre as finanças que farão com que você se aprofunde cada vez mais no assunto?

No caso do mestrado, que é o primeiro passo a dar caso você queira seguir a carreira acadêmica, você precisa ter um objeto de estudo. E além dele, uma pergunta sobre algum aspecto dele, algo que você queira descobrir profundamente. A defesa de uma dissertação de mestrado nada mais é que a defesa sobre a sua hipótese, ou seja, aquilo que você acha que é a resposta para a sua pergunta da pesquisa.

E se você andou esse caminho todo para descobrir isso, possivelmente você terá mais curiosidade em se aprofundar sobre o assunto – daí você seguir uma carreira acadêmica. Porém, nada lhe impede de fazer um mestrado e continuar no mercado de trabalho – muitas pessoas optam por fazerem mestrados profissionais, que são justamente pesquisas voltadas para o seu trabalho atual.

Assim, para que você adquira competências e continue trabalhando dentro da lógica de mercado, provavelmente os cursos de especialização e MBA, ”latu sensu”, são as melhores escolhas para o seu caso.

Domínio de outras línguas

Saber uma segunda língua é muito importante na hora de escolher um curso de pós-graduação. No caso dos cursos strictu sensu, saber uma segunda língua é decisivo. No processo seletivo destes cursos normalmente já é feita alguma prova em língua estrangeira ou, ao decorrer do curso, essas provas podem aparecer. Ter um domínio de uma segunda língua também é fundamental para a elaboração da sua pesquisa, uma vez que professores podem pedir que textos em outras línguas sejam discutidos ou até mesmo que você escreva artigos para revistas acadêmicas estrangeiras.

No caso dos cursos latu sensu, o conhecimento de uma segunda língua nem sempre é fundamental, pois talvez aquilo que você irá aprender já seja elaborado para o seu idioma. Além disso, as fontes fornecidas pelos professores são técnicas, mas não tão aprofundadas quanto às de cursos de doutorado e pós-doutorado, por exemplo. E não entenda mal: os cursos latu sensu não são, por isso, cursos mais fáceis – eles apenas têm outros objetivos.

Seus planos para o futuro

No final das contas, aquilo que você quer para o seu futuro – seja acadêmico ou profissional – também conta. E muito! A decisão sobre qual tipo de curso a fazer também irá influenciar o seu futuro. Afinal de contas, caso você opte por um mestrado, por exemplo, nada lhe impede de acabar se apaixonado pela pesquisa e resolva mudar o rumo da sua carreira, não é? E o contrário também pode acontecer. Pode ser que você esteja se preparando para ser uma pesquisadora e, do nada, aparece uma ótima oportunidade para que você comece a trabalhar em uma empresa!

Não temos controle sobre o nosso futuro e também não podemos prever o que vai nos acontecer daqui uns dias ou anos, mas seja qual for o seu objetivo agora, pesquise sobre todos os cursos que te interessam e que você acredita que serão melhores para os seus objetivos de agora!

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Sobre a autora

Tatiana Leite

Bacharel em Relações Internacionais e mestranda em Comunicação Social, ambas pela PUC Minas, se interessa por todo tipo de cultura. Com uma queda por telenovelas mexicanas, pretende continuar estudando sobre o gênero ficcional e encorajar mais pessoas a seguirem suas paixões.

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