Problemas da liderança feminina: não caia nesses erros!

P

Onde eu trabalho, mais de 50% dos cargos de liderança são mulheres. Percebemos algumas diferenças entre a gestão feminina e masculina, apesar que ambas tem muito sucesso. Porém existem alguns problemas da liderança feminina que precisam ser estudados!

Justamente por algumas questões “hormonais”, as mulheres tendem a ter mais variações emocionais que podem impactar o dia-a-dia do trabalho. Para prevenir que isso aconteça com você, vou listar alguns desses fatos aqui!

Mas antes de começar, gostaria de repassar os lados positivos da liderança feminina!

Paciência para ensinar

O time é bem diversificado, mas notei que as meninas tem muito mais paciência para ensinar o processo para quem está começando o trabalho. E ensinar aqui não significa “pegar na mão”, mas fazer as perguntas certas que levam o novato a refletir e encontrar as respostas para seu desenvolvimento!

Resiliência

As mulheres aguentam mais pressão por mais tempo sem perder as estribeiras. Além disso, não deixam as dificuldades desanimá-las. Essa maturidade é fundamental para a empresa e principalmente para os cargos de liderança!

Visão sistêmica

Já sabemos que a cabeça das mulheres pensa em várias “caixinhas” ao mesmo tempo, dando a atenção necessária para resolver um problema sem postergá-lo. Essa visão também contribui para a criatividade – encontrar soluções diferentes para problemas iguais.

Agora, porém, precisamos reconhecer uma série de questões que as mulheres devem se atentar para extinguir os problemas da liderança feminina e desenvolvê-la. Quando as mulheres líderes conseguirem provar seu bom trabalho, abriremos mais espaço para a igualdade salarial e profissional entre homens e mulheres.

Problemas da Liderança Feminina

Se é que podemos chamar de problemas! Mas de qualquer maneira, precisamos nos atentar para não queimar cartucho da conquista do espaço das mulheres, não é mesmo?

Quem fala demais dá bom dia a cavalo!

Mulheres que o digam. Não é regra, mas em geral, a mulherada adora conversar e colocar o papo em dia sobre literalmente qualquer coisa. O problema é quando elas começam a trazer seus problemas pessoais para o trabalho.

Justamente pela questão hormonal, mulheres, em grupo, tendem a “reclamar” da TPM, da cólica, da bagunça que o marido ou o filho deixou em casa, do calor… enfim, qualquer coisa vira “muita” coisa!

E sinceramente: os colegas de trabalho – de mulheres a homens – não querem saber o quanto a sua cólica doi ou o quanto você precisa de chocolate na TPM. Por mais inocentes que esses problemas pareçam, falar deles o tempo inteiro o dia inteiro pode queimar filme na sua equipe.

O mesmo vale sobre falar de colegas de trabalho ou de situações injustas: comente-as diretamente com a parte envolvida. Líderes recebem mais porque precisam aguentar problemas que outras pessoas não querem ou não estão dispostas a enfrentar.

Não se esqueça que, como líder, você é referência e exemplo. Se você chegar falando constantemente mal da manicure que te atendeu no final de semana, seu time pode pensar que você fala mal deles para outras pessoas!

Aproveitando o ‘minuto do discernimento’: faça o filtro abaixo antes de falar de outras pessoas!

É verdade?
É bom?
É gentil?
É de utilidade?
É necessário?

Agir e não reagir

Justamente por causa dos hormônios, as mulheres podem ser mais explosivas do que os homens. Explosão aqui não significa fazer um escambau e atirar coisas nos colegas, mas até mesmo um “bico emburrado” pode deixar uma má impressão da sua liderança.

Eu sei muito bem que existem coisas que, quando constantemente repetidas, nos tiram do sério. Dá vontade mesmo de mandar para um lugar feio, mesmo sem hormônios! Porém precisamos ser mais cautelosas para saber quando nossa fúria pode extrapolar o bom senso.

Quando você perceber que uma situação está perdurando porque outras pessoas não a solucionam, busque uma segunda alternativa antes do problema estourar. Dar murro em ponta de faca realmente tira qualquer um do sério, e que a sorte esteja conosco para não acontecer isso naqueles dias de TPM brava.

Isso é agir no lugar de reagir. Reagir nos deixa mal na fita, enquanto agir faz de nós boas líderes.

Cuidado com o dress code

Muitas empresas hoje já estão adotando o no-dress code, como é o caso do meu lugar de trabalho. Mas o que eu quero deixar claro aqui é nunca exagerar – nem para mais e nem para menos.

Não vou entrar no mérito de usar roupas muito curtas ou decotadas! Minha opinião pessoal é que decote demais no trabalho (ou roupas curtas demais) não são apropriados porque ainda chamam atenção, já que distoa da maioria.

O mesmo vale para roupas extremamente arrumadas, que chamam muita atenção pela marca, acessórios, etc. Percebam que não estou entrando no mérito do machismo x feminismo da roupa, mas sim, da atenção que ela chama, inclusive de outras mulheres (rs)!

Diferentemente dos “chefes”, os líderes precisam se caracterizar com seu time. Eu mesmo não goste de me sentar na cabeceira da mesa para me colocar como “superior”. O mesmo vale para minhas roupas: venho com algo simples, porém arrumado.

É claro que, dependendo do trabalho, isso se faz necessário, como por exemplo mulheres muito mais novas que assumem uma equipe de pessoas mais velhas. Ainda existe um terrível preconceito contra mulheres líderes, quanto mais mulheres novas e líderes!

Usar um salto alto pode muito bem ajudar a quebrar essa barreira da “experiência”, quando aquele aposentado olha de cima a baixo pensando “quem é a pirralha que vai chefiar essa turma”. Eu até falaria para fazer uso do bom senso, mas ele vem sendo tão usurpado que tenho até medo de me referir a ele!

Resumindo: a ideia é se mesclar ao ambiente e, quando necessário, se vestir de forma mais profissional para parecer mais adulta, até vencermos as barreiras dos julgamentos e preconceitos 🙂

Quais as suas experiências positivas e negativas com liderança feminina? Conta para a gente e não se esqueça de assinar nossa newsletter para receber só novidades boas e com frequência reduzida. Sabemos que seu tempo é valioso!

Sobre a autora

Bela Guarino

Gerente de Inside Sales e Parcerias na Rock Content, formada em Relações Internacionais, mas já foi ninja, marketeira e até mesmo cosplayer. Teve seu 1º blog aos 12 anos e hoje gosta mesmo de Reiki e viajar por aí. Fã de carteirinha de Senhor dos Anéis e CardCaptor Sakura.

Comente!

Tópicos recentes

Categorias

Popular Posts

Mostrar
Esconder