Marketing de causa: você sabe o que é isso?

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Todas as empresas se preocupam em ter uma boa imagem perante os consumidores, certo? Mas não é apenas com a qualidade de seu serviço que elas conseguem esse sucesso.

A preocupação com o meio ambiente e com os danos que a produção pode causar a ele já são parte das categorias de análise dos consumidores com relação aquilo que consomem – e eles não querem só produtos bons, mas empresas que se preocupem com aquilo que todos nós compartilhamos: o meio ambiente. E sabe como as empresas estão conseguindo atrair clientes conscientes? Pelo marketing de causa. Você sabe o que é isso?

Além da divulgação de seus produtos, o marketing é responsável pela divulgação dos valores das companhias e tem conquistado os consumidores. Mas o marketing não pode vender apenas uma ideia: o marketing de causa não só divulga as causas, mas a maior parte de seu conteúdo está baseado na concretude desta postura sustentável.

A Natura foi a empresa pioneira no Brasil com o marketing de causa: ainda em 1995, a marca lançou uma linha de produtos chamada Crer para Ver, que consistia em produtos com o lucro revertido para o Instituto Natura, que objetiva a melhoria da educação no Brasil.

Outras empresas seguiram o mesmo caminho, como a Avon e a Havaianas, destinando suas receitas, totalmente ou não, a causas como o meio ambiente, os direitos da mulher, entre outras. Em matéria da revista Exame, uma pesquisa pela IEG, consultoria amercicana, dados revelam que, de 2015 e 21016, houve um aumento de 3,3% no investimento a causas por empresas instaladas apenas nos Estados Unidos.

Aqui no Brasil, a próxima a se lançar na empreitada sustentável é a Ambev, que planeja o lançamento de uma marca de água mineral que ajudará comunidades no Nordeste brasileiro a terem acesso à água potável – a região do país concentra a maior parte da população que ainda não têm acesso a esse bem.

Porém, a própria Ambev ainda não é muito bem avaliada pelos consumidores brasileiros como uma empresa que preza por causas assim – ainda que a mesma tenha índices exemplares mundialmente no que tange à proteção da natureza durante a produção de seus bens.

E as empresas realmente se preocupam?

A população ainda não acredita nesta postura altruísta – apenas 8% realmente acredita nesta postura, segundo dados de uma pesquisa realizada pelo Instituto Akatu.

Quase da metade dos entrevistados não acreditam na preocupação dessas empresas e, por isso, o marketing de causa ainda precisa evoluir muito até que realmente consiga convencer o consumidor dos valores destas empresas.

Porém, não é só o marketing de causa que remediará esta situação: as próprias empresas precisam mostrar para o público os motivos que as fizeram optar por seguir determinadas causas e, o mais importante, deixar com que o histórico destas ações esteja disponível ao consumidor. Somente com transparência que a confiabilidade do público poderá crescer.

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Sobre a autora

Bela Guarino

Gerente de Inside Sales na Rock Content, formada em Relações Internacionais, mas já foi ninja, marketeira e até mesmo cosplayer. Teve seu 1º blog aos 12 anos e hoje gosta mesmo de Reiki e viajar por aí.

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