Liderança em resultados: como ser uma boa gestora?

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Em poucos meses de liderança, aprendi que não podemos, de maneira alguma, fazer uma atividade pelos outros. Aprendi que um time motivado é aquele que está engajado com fazer o melhor trabalho e pensar no todo antes de si. 

Os incentivos nunca devem ser o fundamento para se cumprir as metas, mas sim, uma valorização do bom trabalho, sangue no olho e esforço. Para recebê-los, algo deve ser cumprido. E eles não podem ser disponibilizados todos os meses, senão a meta só será meta mediante a condição do benefício.

Esse equilíbrio do suporte e aprendizado não é uma tarefa fácil. Mas como descobrir o quanto deixar solto ou pegar na mão? Experiência!

Eu sou muito nova para ser gerente

Quando meu gestor me perguntou se eu teria interesse de construir uma carreira de liderança na empresa, eu disse que sim. Minha resposta foi baseada no fato que um dos pilares para esse cargo é a disposição para ensinar. Mas uma pulga ficou atrás da orelha.

Desde os meus 18 anos, dou aula de informática para a terceira idade. É uma tarefa que demanda paciência, mas é muito prazerosa pois traz bem-estar para pessoas que já viveram muitas experiências na vida (de todos os tipos!).

Por causa do meu background de “professorinha”, sempre gostei de ensinar, mas também ouvi diversas vezes que era muito nova. Com razão! Quando a diferença de idade entre você e seus “alunos” é de quase 70 anos, você assusta. Eles também.

Sempre pensei que experiência é adquirida com a idade e que somente pessoas mais velhas teriam a capacidade de serem gestores e líderes. Quando Aos 24 anos, com 5 meses de empresa, eu, ser convidada para um cargo de gerência?

De fato, a idade pode trazer consigo um ego maior do que o ideal!

Já fiquei imaginando que, sendo a mais nova do time, deveria tomar cuidado para não parecer prepotente ou sabichona. 

Em uma empresa com tanta gente mais nova, é muito comum percebermos algumas disputas por vaidades que não fazem muito sentido em um ambiente de trabalho. É perda de tempo!

Comecei então a perceber o dia-a-dia da minha gestora direta, que era somente um ano mais velha do que eu e muito competente. Ela me disse que qualquer lugar teriam problemas como aquele, e muitas vezes, piores.

Uma coisa é demitir um jovem de 25 anos em idade produtiva e sem muitas contas nas costas para pagar. Outra coisa é demitir um homem ou mulher de 50 anos que tem filhos para criar! 

Quando entendi isso, percebi que a experiência de um bom gestor está muito mais em se moldar de acordo com cada situação. Assim, consegue propor uma alternativa viável, prática e que seja boa para o colaborador e para a empresa.

A experiência e a curiosidade caminham de mãos dadas

Quando somos curiosos de maneira saudável, buscando entender todos os lados de uma situação, ouvir mais do que falar, observar e analisar melhores desfechos para um problema, provavelmente estamos adquirindo experiência.

Isso porque a maneira mais fácil de aprender está em ouvir e observar diferentes reações. Dessa forma, você já sabe o que funciona e o que não dá certo.

Essa perspicácia são fundamentais para gestores de qualquer idade e sexo, pois trazem muito aprendizado. Consequentemente, por mais que você tenha 25 anos de idade nas costas e um time de colaboradores mais velhos, você consegue entender uma situação de maneira imparcial e madura.

Ajuda extra pode ser sinônimo de egoísmo

Tem por aí uma fábula de um sábio que treinou dois pupilos para serem seu substituto. Os dois alunos se tornaram muito amigos. No exame final, um dos aprendizes travou na hora de resolver um problema e seu colega/amigo o pegou pela mão e fez com ele a determinada atividade.

Ao passar na prova, os dois trilharam caminhos diferentes. O aluno que ajudou seu colega, certa vez, caminhando pelas ruas de uma grande cidade, já com renome por sua sabedoria, topou com uma pessoa maltrapida.

Para seu susto, aquela pessoa era seu colega de turma nas lições do velho sábio.

“Eu não acredito mais em mim, pois naquele dia, você fez a minha atividade e eu não consegui.”

Essa mentalidade minou a capacidade de autossuperação daquele aspirante a sábio. E essa realidade acontece muito mais do que imaginamos quando queremos fazer o trabalho todo para “ajudar”.

As dificuldades existem para servir de aprendizado

É aí que mora, também, a tal da experiência, percebe? Saber quando aconselhar, pegar na mão, deixar fluir… não é fácil e muitas vezes é frustrante ver uma pessoa querida constantemente se atrapalhando.

Fazer as perguntas certas são ponto fundamental para entender até onde você precisa oferecer respostas ou deixar as atividades acontecerem de maneira independente. Ao identificar o perfil dos seus colaboradores, fica mais fácil perceber o seu limite de atuação.

É importante perceber quando a sua equipe precisa de um empurrão para alcançar sua meta, mas fazer o trabalho pelos outros leva a um time dependente de incentivos que não gera motivação própria. Essa falta de brilho, consequentemente, leva à ruína da sua gestão.

O resultado é fruto do trabalho duro de líder + time, com uma gestão organizada, identificando os gaps corretos e levando seus colaboradores a descobrirem, por conta própria, onde precisam de melhorias.

Dessa maneira, você não precisa trabalhar pelo seu time, mas junto com ele.

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Sobre a autora

Bela Guarino

Gerente de Inside Sales na Rock Content, formada em Relações Internacionais, mas já foi ninja, marketeira e até mesmo cosplayer. Teve seu 1º blog aos 12 anos e hoje gosta mesmo de Reiki e viajar por aí.

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