Empreendedorismo feminino: vamos esclarecer de uma vez por todas

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O Empreendedorismo Feminino vai muito além do que ter uma StartUp, um quiosque no shopping ou uma venda de acessórios no Instagram.

Mulheres podem empreender de diversas maneiras. Algumas são donas de salões de beleza, outras fazem doces em casa para revender. Artesanato personalizado também vale. O marketing multinível é uma grande opção para aquelas mães atarefadas que precisam de flexibilidade de horários… ou para quem quer ganhar uma renda extra!

Existem também as mulheres que trabalham gerenciando sua própria  casa, mantendo as tarefas diárias em dia e administrando finanças caseiras. Sim! Se observarmos, as “donas de casa” são grandes exemplos de gestoras de uma empresa bem complexa e diferenciada: a família.

Não necessariamente uma família se consiste no parceiro, dois filhos e um cachorro (já diria a música)… mesmo em repúblicas ou em casas compartilhadas, a administração de limpeza, supermercado, interesses e uso dos ambientes pode ser um desafio.

Não há uma regra ou definição do que é o empreendedorismo feminino

Se você ainda acha que somente tendo uma StartUp ou uma loja no shopping é que uma mulher se torna empreendedora, precisamos urgentemente trabalhar o conceito do que é empreender.

Uma simples pesquisa no óh-Oráculo-todo-poderoso, Google, empreender é:

verbo
  1. 1decidir realizar (tarefa difícil e trabalhosa); tentar.
    “empreender uma travessia arriscada”
  2. 2. pôr em execução; realizar.
    “empreender pesquisas”

Sequer vimos aí a parte da empresa, não é mesmo? Já podemos concluir que se engana quem limita a maravilhosa arte do empreendedorismo à um CNPJ ou site na internet!

Para ser prática nesse artigo, vamos destrinchar os principais pontos sobre o empreendedorismo e como está a presença das mulheres em tarefas que exigem ações e decisões.

Falando de tempos mais antigos…

Nossa avó com certeza é um bom exemplo para abordarmos a gestão mais básica que podemos pensar: gerenciamento da família. Antigamente, ela provavelmente tinha que dar atenção aos seus próprios pais, sogros, marido e filhos. Até a ela mesma!

Empreendedorismo Feminino: mulheres que gerenciam a família
Empreendedorismo Feminino: mulheres que gerenciam a família

Só para esclarecer, antes de tudo: não vamos entrar no mérito do movimento feminista, mas sim, do papel da mulher na sociedade.

Em uma época que ter mais de cinco crianças dentro de casa era algo comum, as negociações diárias eram vividas intensamente. Seja por quem ia tomar banho primeiro ou quem poderia brincar com um boneco.

Preparar refeições, correr contra o tempo para vestir os filhos para a escola, dar banho, ajudar nos deveres de casa, gerenciar a limpeza e as compras, cuidar da aparência…

São muitas atividades, não é mesmo? Como a nossa avó conseguia dar atenção a 5, 6 crianças? Como conseguia ir ao supermercado? Como fazia o controle de gastos e despesas da casa? Como ajudava nos deveres da escola? E ainda assim era linda, não era?

Na época das Grandes Guerras, muitas ainda tiveram que sair às ruas para trabalhar e sustentar a família!

Estamos falando aí de todos os setores de uma empresa! Recursos humanos, estoque, finanças, contabilidade, marketing (pessoal!)… até mesmo vendas.

Brincadeiras à parte, notamos que o gerenciamento feminino não só é abrangente, como esteve e está presente nas nossas famílias.

A evolução do papel da mulher

Os baby boomers, que nasceram após o período das Grandes Guerras, trouxeram algumas mudanças no empreendedorismo feminino, mas sem alterar a sua essência.

Enquanto essas mulheres buscavam uma colocação no mercado de trabalho, tinham que conciliar a vida familiar com sua carreira. Ainda assim o gerenciamento de seu bem-estar e independência trouxeram alguns “males” que somente nos anos atuais estão se tornando realmente perceptíveis.

As condições desfavoráveis de trabalho para as mulheres muitas vezes as forçavam a abrir mão da sua presença com filhos em nome de uma carreira estável. A gestão familiar começa a ficar mais complicada, principalmente devido ao aumento desenfreado de atividades que a mulher tinha que executar.

No século XXI

A geração X e Y, notando seus pais ausentes por causa do grande volume de trabalho, está cada vez mais frustrada com as longas horas em um escritório.

Essa ausência muitas vezes foi compensada por bens materiais, aulas de inglês, ballet, natação, futebol e música. A facilidade de acesso à coisas trouxe também um desejo por sempre mais e a falta de capacidade de gerenciamento de uma contrariedade.

Uma má gestão da família que ocorreu na infância dessa geração X e Y fez com que as aspirações femininas mudassem. Isso não foi um problema da mulher, mas sim das condições insustentáveis de trabalho demandado.

Querer se destacar ficou mais importante do que ser feliz e ter bem-estar. E é aí que mora um dos principais vilões que deturparam a visão do que é o empreendedorismo feminino.

A independência e sucesso da vida profissional passaram a ser medidos pela quantidade de viagens internacionais que são feitas no ano (ou, pelo menos, pelas fotos postadas no Instagram), modelo do carro, smartphone e amigos nas redes sociais.

A necessidade de liberdade, desapego e sucesso de carreira aos 20 anos tomou conta da mentalidade de muitos jovens. Querer um casamento antes dos 30 virou sinônimo de loucura! Primeiro, tais liberdade e sucesso individuais deveriam ser conquistados antes de querer se juntar à alguém.

É claro que, nessa altura do campeonato, a mulher busca se posicionar. E aí vemos o boom do empreendedorismo feminino. A crise brasileira aumentou consideravelmente a taxa de desemprego no país, elevou ainda mais a busca pelo negócio próprio.

Segundo uma pesquisa de 2014, do GME, mais de 50% das pessoas que querem empreender abrindo o próprio negócio são mulheres. E essa taxa mostra que cada vez mais o público feminino busca soluções para aliar bem-estar com vida profissional.

Com o avanço da tecnologia, isso ficou um pouco mais fácil, apesar de toda burocracia brasileira e taxas assustadoras de fracasso de empresas recém-nascidas.

Muitas jovens buscam cargos de liderança, estruturar o próprio negócio, coisas que são todas maravilhosas. O problema é achar que o simples fato de “empreender” está na moda e é perfeito, sem se preocupar com seu lado pessoal.

Na prática, a fórmula da felicidade está errada

Antigamente, voltando à época das nossas avós, as famílias eram mais unidas. As refeições eram momentos de conversa e troca de impressões da família. Os finais de semana possuíam mais momentos de união do que de experiências com tecnologias.

É muito difícil querer alcançar o sucesso na carreira sem antes pensar na nossa essência como ser humano.

A mulher precisa entender que sua avó deixou uma grande lição – não precisamos construir um império através de uma empresa ou negócio se não formos realizadas pessoalmente.

Politicamente correto

A busca por se tornar o exemplo máximo de “politicamente correto”, confundiu o real significado do empreendedorismo feminino.

Quando há satisfação com a vida pessoal, fica mais fácil de lidar com adversidades e buscar soluções criativas para qualquer negócio – familiar ou empresarial.

E não estou dizendo que achar o equilíbrio ou o caminho certo é uma tarefa fácil. De que adianta ter uma bela casa, um parceiro e filhos se 16 horas do dia são gastos gerenciando uma empresa?

Aliar qualidade de vida à sua fonte de renda é, sem dúvidas, um dos maiores casos de sucesso do empreendedorismo. Mas para conseguir isso, o caminho pode ser árduo.

O problema não é, nunca, abrir o próprio negócio, mas sim, acreditar que gerenciar a própria família é algum tipo de empreendedorismo falido.

Afinal, empreender?

Empreender é inovar, independente do meio. É pensar além do que o esperado pela sociedade e, principalmente em si mesma. Se a resposta for abrir um negócio, faça antes sua pesquisa de mercado e siga em frente!

Sabe qual é a conclusão disso tudo? Antes de tentar empreender para sua empresa, empreenda para si. Ponha em dia seu bem estar. Organize sua agenda de forma a dedicar tempo para seus hobbies, trabalho, estudos constantes, prática de espiritualidade e família.

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Sobre a autora

Bela Guarino

Gerente de Inside Sales e Parcerias na Rock Content, formada em Relações Internacionais, mas já foi ninja, marketeira e até mesmo cosplayer. Teve seu 1º blog aos 12 anos e hoje gosta mesmo de Reiki e viajar por aí. Fã de carteirinha de Senhor dos Anéis e CardCaptor Sakura.

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