CEO Fórum da Amcham em Belo Horizonte – Resumo da abertura

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O CEO Fórum da Amcham Belo Horizonte, que teve sua primeira edição dia 16/05/2017 no Palácio das Artes, recebeu importantes nomes como Rony Meisler, da marca Reserva, Paulo Camargo, presidente do Arcos Dourados (McDonald’s no Brasil) e Flávio augusto (Geração de Valor).

A palestra que mais chamou atenção em termos de conteúdo engrandecedor foi a Reserva, com a palavra do Rony. Abaixo, segue um resumo do aprendizado que ele nos forneceu.

RESERVA

Status Quo a seu favor

Rony começou sua palestra dizendo que a ideia da Reserva surgiu entre amigos e mostra que não é necessário ser um gênio para empreender com um ideia mirabolante.

Quando o dono da empresa foca em fazer o básico, ou seja, a obrigação, normalmente se destaca além da concorrência. O problema é quando os diretores tentam “melhorar” um ponto que está abaixo do Status Quo.

Por exemplo, imagine uma empresa que tenha a confecção acima do padrão de Status Quo, e a tecnologia, abaixo do padrão. Se os diretores tentam investir na tecnologia, normalmente fazem isso em detrimento da confecção. Assim, deixam  de ter o diferencial competitivo e se enquadram na “maioria”.

E para se fazer o básico e as obrigações de forma diferenciada, precisamos gostar daquilo que fazemos!

O que você faz à noite, ao chegar em casa? Tente transformar esse hobby em negócio, porque “ganhar dinheiro” vai muito além do trabalhar para viver. É ter um propósito de vida.

A Reserva, como já dito, começou pequena, entre amigos. Aos poucos começaram a ter uma confecção consistente.

A experiência do cliente

Iniciaram varejo com uma loja pequena, recebendo o cliente “em casa”. O espelho para provador  ficava no meio do salão das roupas, por ter mais espaço e ser mais confortável. Isso aumentava bastante as vendas! O cliente recebia uma cerveja gelada, se vestia e tinha uma experiência diferenciada.

Assim, Rony comprovou que o homem compra na experiência, enquanto a mulher compra o produto! Ele forneceu um pensamento simples: quantas vezes um homem troca de um barbeiro? E a mulher, quantas vezes troca de cabeleireiro?

A força do boca a boca

A média de gastos em marketing do mercado de moda é de 4 a 5% do faturamento bruto, enquanto a Reserva gasta 1.2% (sendo 2% para comunicação interna e fortalecimento da marca). Isso é decorrente do forte boca a boca dos clientes da Reserva.

O cuidado com as pessoas é importante para que elas possam comunicar com detalhes sobre a marca que usa para amigos e familiares. Você não fala de boca cheia de algo que gosta?

Além disso, não basta a boa comunicação com os clientes, mas também internamente.

O relacionamento da empresa com seus colaboradores

No backstage da Reserva, o cuidado com os colaboradores é muito importante. Todos os funcionários tem direito a um mês de licença paternidade. Isso é considerado obrigação: Rony acredita que temos que parar com preconceitos históricos para fazer o que é certo.

Assim, muita gente boa de serviço busca a Reserva para trabalhar, e a marca tem um funcionário mais dedicado, mais feliz sob um custo ínfimo. Alguns clientes, por saberem disso, vão comprar mais e fazer mais “propaganda boca a boca”.

Colocando em prática

Rony, ao ir nos Estados Unidos, se impressionou com a alta contratação de idosos. Resolveu aplicar isso na Reserva.

A marca investe em trabalhadores acima de 60 anos, que são muito mais produtivos e fidelizam muito mais. A média de idade de compradores era de 35 a 40 anos. Com a contratação de colaboradores idosos, a faixa etária de compradores também mudou, abrangendo mais trechos demográficos. Afinal, aumentou-se a zona de atendimento e grupos de antecipação!

Os projetos sociais fazem o bem para todos os lados

A cada peça de roupa vendida, a Reserva doa 5 pratos de comida para quem tem fome no país. Já doaram  para mais de 10 milhões de pessoas até hoje, 2017. Quem banca essa projeto? Isso sai do lucro e não tem incentivo fiscal, mas a marca se fortalece, já que as pessoas buscam cada vez mais integração das marcas. Boca a boca de novo!

O Estado é o maior responsável para o trabalho social, mas a iniciativa privada também tem obrigação para contribuir para o bem comum, segundo Rony.

Combate ao preconceito

Fizeram um lookbook com pessoas com alguma especificidade (deficientes visuais, auditivos, cadeirantes, etc.). Os vendedores foram treinados: se um cliente comentasse que o projeto era “diferente”, a equipe voltava com a pergunta  “por que você achou diferente?”. Essa campanha teve o foco de combater o preconceito.

Transparência

Os compradores recebem um cupom gerencial de transparência que mostra a dificuldade de empreender. A lição que tiraram com esse projeto é que, mesmo perante as dificuldades, não se deve desistir.

Ao abrirem os principais desafios de se empreender, conseguem a simpatia dos clientes, que se fidelizam ainda mais.

A verdade, segundo Rony, é que o empreendedor e a crise são antagônicos. O empreendedor é um solucionador de problemas!

Criatividade para integrar

Quando um traficante no Morro do Alemão se entregou para a polícia com uma camisa pólo da Reserva, os brasileiros viram a situação da marca como “se ferraram”.

Alegaram que o detento nunca mais teria oportunidade de inserção no mercado de trabalho. Mas isso foi um excelente motivo para ficar ainda mais fortes.

A Reserva foi até o detento e através de uma ação social, criaram uma campanha com esse ex-traficante e conseguiram a reinserção no mercado de trabalho. Além disso, ele se tornou cinegrafista!

Esse feito foi motivo de destaque e reconhecimento internacional.

A fortaleza de uma boa cultura

Outra situação que tiveram que “transformar limões em limonada” foi em um segundo assalto de uma loja Reserva no Jardins, São Paulo. O Designer da marca usou o vídeo da câmera de segurança da loja para fezer uma campanha de promoção.

Na descrição do video, constava: “Como vocês roubaram nossa loja, nos demos ao direito de roubar o direito de imagem de vocês” (para os ladrões!).

E o mais impressionante foi a atitude dos colaboradores. Para a surpresa dos diretores, ao chegarem na loja vazia após o roubo, viram o funcionário uniformizado e vendendo, a postos para mais um dia normal de trabalho, mostrando a força da cultura da empresa.

Fantástico não?

Em breve, vamos trazer mais novidades no Blog Vou de Salto. Não se esqueça de assinar nossa newsletter e, se você se inspirou no Rony, baixe nosso ebook para saber como iniciar uma startup de sucesso! 🙂 Mas não se preocupe: se não sabe por onde começar, nós te ajudamos!

Sobre a autora

Bela Guarino

Gerente de Inside Sales na Rock Content, formada em Relações Internacionais, mas já foi ninja, marketeira e até mesmo cosplayer. Teve seu 1º blog aos 12 anos e hoje gosta mesmo de Reiki e viajar por aí.

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